EDITORIAL | SEMANA EII ASBAI 2025
Por que a Semana Mundial das Imunodeficiências não deve ser apenas mais uma semana comemorativa para nossa especialidade?
*Por Ekaterini Goudouris
O Dia Mundial da Imunologia, 29 de abril, foi instituído em 2005 pela Federação Europeia das Sociedades de Imunologia (EFIS), com o objetivo de aumentar a conscientização sobre a relevância da Imunologia na manutenção da saúde. Desde 2007, essa celebração se expandiu e passou a contar com o apoio da União Internacional das Sociedades de Imunologia (IUIS) e de diversas sociedades de Imunologia nacionais.
Em 2011, uma coalizão internacional de organizações de pacientes, sociedades médicas e de outros profissionais de saúde, incluindo a International Patient Organisation for Primary Immunodeficiencies (IPOPI), instituíram a Semana Mundial da Imunodeficiência Primária (World Primary Immunodeficiency Week – WPIW) realizada anualmente, de 22 a 29 de abril, com o objetivo de aumentar a conscientização sobre as imunodeficiências primárias (ou Erros Inatos da Imunidade – EII). A logo da WPIW traz o lema “teste – diagnostique – trate” (do inglês test- diagnose-treat)
Nessa semana, atividades são organizadas por associações de pacientes e/ou profissionais de saúde em mais de 80 países. Essas atividades incluem: seminários e webinars educativos; campanhas em mídias sociais; eventos comunitários, como encontros de famílias, iluminação de monumentos em azul (cor símbolo das IDPs) direcionadas para o público leigo e/ou para médicos.
Os temas de campanha variam a cada ano e materiais visuais são disponibilizados no site https://wpiw.andlexington.co.uk/.
Esse ano, a campanha tem o título It’s time to see the unseen, ou seja, é hora de ver o invisível, ou como um call to action, tornar visível o invisível.
Dois aspectos devem ser salientados nessa campanha: a estimativa de que 70 a 90% dos casos permanecem sem diagnóstico e a voz que se deu aos pacientes. O material da campanha traz imagens e relatos de vivências de pessoas com EII provenientes de diferentes lugares do mundo, inclusive do Brasil. A paciente brasileira é membro de uma associação de pacientes que tem crescido bastante em nosso país, a Eu Luto Pela Imuno Brasil (ELPID – https://www.eulutopelaimunobrasil.org.br/), atualmente, vinculada à IPOPI.
Diante da heterogeneidade de manifestações infecciosas e não infecciosas em crianças e adultos, é fundamental divulgar os sinais de alerta para que alcancem a população em geral, os diversos profissionais de saúde e as variadas especialidades médicas, que atuam nos diferentes níveis de atendimento em saúde.
O Departamento Científico de Erros Inatos da Imunidade da ASBAI criou, na gestão passada, novos sinais de alerta valorizando a história familiar e as manifestações não infecciosas e que estão disponíveis em https://asbai.org.br/wp-content/uploads/2024/12/FOLDER-DIGITAL-2024-SINAIS-DE-ALERTA-PARA-ERROS-INATOS-A-IMUNIDADE-para-web_compressed.pdf
Então… não fique parado: divulgue, participe!
* Ekaterini Goudouris é Coordenadora do Departamento Científico dos Erros Inatos da Imunidade da ASBAI
